quarta-feira, 25 de abril de 2012

25/04


Pensei em fazer um pedido, era meu aniversário. Mas não tinha nada para pedir. As coisas vivas, pensei, as coisas vivas não precisam pedir. (Caio Fernando Abreu)

domingo, 19 de fevereiro de 2012






(…) Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. Teus rastros ficaram por lá. O balançar de teus cabelos e esse teu jeito meio atacado de ser. Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti.

Caio Fernando Abreu
Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e me lembrar de você. 
Que sejam doces os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. 
Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e e-mails bonitinhos. 
Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. 
Que seja doce o seu cheiro. 
Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. 
Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. 
Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. 
Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. 
Que seja doce a ausência do meu medo. 
Que seja doce o seu abraço. 
Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.

Caio Fernando Abreu





Eu ia sentir uma baita falta dele. Mas eu disse que não, eu disse depressa que não.

Caio Fernando Abreu

A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ele inteirinho me doía, porque parecia se doer também.

Caio Fernando Abreu
Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito.


Caio Fernando Abreu